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8 de jul. de 2026

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Oracle Fusion AI Agents: como arquiteturas multiagentes estão redefinindo o futuro das aplicações corporativas

Autor: Rafael Lins

Entenda como os Oracle Fusion AI Agents utilizam arquiteturas multiagentes, RAG, memória, supervisão humana e agentes especializados para automatizar processos complexos em ERP, HCM, CX e SCM.

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A Inteligência Artificial corporativa está entrando em uma nova fase.

Depois da popularização dos grandes modelos de linguagem (LLMs) como GPT, Gemini, Claude e Llama, o mercado percebeu rapidamente uma limitação importante: um único modelo de IA dificilmente consegue executar processos empresariais completos com segurança, contexto e governança.

A próxima evolução são as arquiteturas multiagentes, onde diferentes agentes especializados colaboram para executar tarefas complexas, cada um responsável por uma função específica.

Essa visão está sendo adotada por praticamente todos os grandes fornecedores de software corporativo.

Microsoft investe em Copilot Agents.

Salesforce desenvolve o Agentforce.

Google amplia o uso de agentes com Gemini.

OpenAI evolui continuamente sua plataforma Agents.

A Oracle segue exatamente essa direção com os Oracle Fusion AI Agents, incorporados às Oracle Fusion Applications para automatizar processos empresariais utilizando múltiplos agentes especializados trabalhando em conjunto.

Neste artigo analisamos essa arquitetura em profundidade e mostramos por que ela representa um dos principais caminhos para a IA empresarial nos próximos anos.

O problema dos LLMs tradicionais

Grande parte das empresas iniciou sua jornada em IA utilizando um único chatbot conectado a um LLM.

O fluxo normalmente é parecido com este:

Usuário



LLM



Resposta
Usuário



LLM



Resposta
Usuário



LLM



Resposta

Esse modelo funciona muito bem para responder perguntas.

Entretanto, processos empresariais normalmente envolvem muito mais do que simplesmente gerar texto.

Um processo real pode exigir:

  • consultar banco de dados

  • acessar ERP

  • validar permissões

  • chamar APIs

  • executar regras de negócio

  • conversar com outro sistema

  • solicitar aprovação humana

  • gerar documentos

  • enviar e-mails

  • atualizar CRM

  • iniciar novos processos

Esperar que um único LLM faça tudo isso sozinho não é uma boa estratégia.

Foi justamente esse desafio que impulsionou o surgimento das arquiteturas multiagentes.

O que é um AI Agent?

Segundo a Oracle, agentes de IA combinam grandes modelos de linguagem com memória, planejamento, ferramentas e fontes de dados para executar tarefas complexas anteriormente realizadas apenas por pessoas.

Diferentemente de um chatbot convencional, um agente consegue:

  • interpretar objetivos

  • planejar etapas

  • utilizar ferramentas

  • consultar dados internos

  • colaborar com outros agentes

  • tomar decisões

  • solicitar intervenção humana quando necessário

Em outras palavras, um agente não apenas responde perguntas.

Ele trabalha.

As principais características dos AI Agents

O guia da Oracle apresenta quatro características compartilhadas pelos agentes.

Orientados a objetivos

Todo agente possui uma missão clara.

Seu trabalho não é responder qualquer pergunta.

Seu trabalho é atingir um objetivo específico.

Exemplos:

  • contratar um funcionário

  • aprovar uma fatura

  • localizar documentação

  • gerar um orçamento

  • responder um cliente

Autonomia

Os agentes conseguem executar ações em nome do usuário.

Dependendo do contexto eles podem:

  • iniciar processos

  • consultar sistemas

  • chamar APIs

  • utilizar ferramentas

  • tomar decisões de baixo risco

Mesmo assim, a supervisão humana continua sendo parte importante da arquitetura.

Especialização

Cada agente possui uma função.

Assim como uma empresa possui departamentos especializados, uma arquitetura multiagente também possui.

Isso aumenta precisão, controle e qualidade das respostas.

Interatividade

Agentes conversam com pessoas.

Mas também conversam entre si.

Essa comunicação entre agentes é um dos pilares da arquitetura apresentada pela Oracle.

Por que uma arquitetura multiagente é superior?

Imagine um hospital.

Você não entra e conversa apenas com um profissional responsável por absolutamente tudo.

Você normalmente passa por:

  • recepção

  • enfermagem

  • laboratório

  • médico

  • farmácia

Cada profissional executa uma parte do processo.

No final, todos trabalham para atingir um único objetivo.

Os AI Agents seguem exatamente essa lógica.

A arquitetura apresentada pela Oracle

A Oracle propõe uma arquitetura composta por diferentes tipos de agentes trabalhando de forma coordenada.

O diagrama apresentado no guia mostra quatro grandes categorias:

  • Agente Conversacional

  • Agente Supervisor

  • Agentes Funcionais

  • Agentes Utilitários

Essa divisão permite criar fluxos altamente especializados e escaláveis.

Agentes Conversacionais

São os agentes responsáveis pela interação com pessoas.

Funcionam como porta de entrada do sistema.

Eles recebem perguntas como:

"Meu plano cobre determinado procedimento?"

"Qual o status da minha ordem de compra?"

"Como faço para abrir um chamado?"

Mas eles não resolvem tudo sozinhos.

Seu trabalho principal é encaminhar corretamente a solicitação.

Agente Supervisor

O supervisor é provavelmente o componente mais importante da arquitetura.

Ele atua como um orquestrador.

Sua responsabilidade inclui:

  • interpretar o objetivo

  • criar um plano

  • decidir quais agentes utilizar

  • acompanhar o fluxo

  • validar respostas

  • solicitar confirmação humana quando necessário

Em termos práticos, ele funciona como um gerente de projeto.

Agentes Funcionais

Os agentes funcionais representam papéis específicos da organização.

Exemplos apresentados pela Oracle incluem:

  • agente de RH

  • agente de gerente de contratação

  • agente de contas a receber

  • agente de suporte ao cliente

  • agente de serviços de campo

Cada um conhece profundamente sua área de atuação.

Agentes Utilitários

Esses agentes executam tarefas técnicas.

Entre os exemplos apresentados pela Oracle estão:

  • agente RAG

  • agente de pesquisa

  • agente SQL

  • agente de e-mail

  • agente de agendamento

  • agente de geração de código

  • agente de geração de texto

Eles normalmente trabalham nos bastidores.

Como esses agentes trabalham juntos

Imagine um colaborador perguntando:

"Meu plano de saúde cobre o nascimento do meu primeiro filho?"

O fluxo pode ser parecido com este:

Funcionário



Agente Conversacional



Agente Supervisor



Agente RAG



Base de Benefícios



Agente RH



LLM



Validação



Resposta
Funcionário



Agente Conversacional



Agente Supervisor



Agente RAG



Base de Benefícios



Agente RH



LLM



Validação



Resposta
Funcionário



Agente Conversacional



Agente Supervisor



Agente RAG



Base de Benefícios



Agente RH



LLM



Validação



Resposta

Nenhum agente faz tudo.

Cada um resolve apenas uma parte.

O papel do RAG

O guia destaca o uso de agentes RAG para recuperar informações específicas da empresa antes da geração da resposta.

Isso resolve um dos maiores problemas dos LLMs tradicionais.

Em vez de responder apenas com conhecimento público, o sistema consulta:

  • documentos internos

  • políticas

  • contratos

  • bancos de dados

  • procedimentos

  • manuais

Assim, as respostas passam a considerar informações atualizadas da organização.

Memória

Outro componente importante é a memória.

O agente consegue lembrar do contexto da conversa.

Exemplo:

Usuário:

"Meu plano cobre parto?"

Resposta.

Depois:

"E se eu mudar de estado?"

O agente entende que a segunda pergunta continua relacionada ao plano de saúde.

Essa continuidade melhora significativamente a experiência.

Human in the Loop

Apesar do alto nível de automação, a Oracle reforça que supervisão humana continua sendo essencial.

Os agentes assumem tarefas repetitivas.

Mas decisões críticas continuam passando por pessoas.

Esse conceito é conhecido como Human in the Loop.

Ele aparece hoje também em soluções da OpenAI, Microsoft, Google e Anthropic.

Casos de uso apresentados pela Oracle

O guia apresenta diversos exemplos práticos.

Recursos Humanos

O agente ajuda funcionários a entender benefícios corporativos utilizando documentos internos e contexto do colaborador.

Supply Chain

Técnicos de campo descrevem um problema.

Os agentes:

  • analisam sintomas

  • consultam documentação

  • sugerem procedimentos

  • criam ordens de compra

  • notificam fornecedores

Tudo dentro de um único fluxo.

ERP

No processo de contas a pagar, agentes conseguem:

  • coletar faturas

  • validar documentos

  • preencher códigos

  • executar correspondências

  • iniciar aprovações

  • realizar pagamentos

Intervenção humana ocorre apenas quando existem exceções.

Oracle não está sozinha

Essa arquitetura vem se tornando padrão entre grandes fornecedores.

Microsoft

Copilot Agents

Salesforce

Agentforce

Google

Gemini Agents

OpenAI

Agents SDK

Anthropic

Claude com MCP e ferramentas

Todos seguem uma ideia semelhante:

Especialização.

Coordenação.

Ferramentas.

Memória.

Supervisão.

O impacto para empresas

Arquiteturas multiagentes trazem benefícios importantes.

Escalabilidade

Novos agentes podem ser adicionados sem alterar toda a arquitetura.

Especialização

Cada agente faz apenas aquilo em que é especialista.

Governança

Permissões e controles ficam mais simples.

Segurança

Cada agente acessa apenas os dados necessários.

Manutenção

Atualizar um agente é muito mais fácil do que modificar um sistema monolítico.

O impacto para desenvolvedores

Esse modelo muda completamente a forma de desenvolver aplicações.

Em vez de construir um único chatbot enorme, passa-se a desenvolver pequenos agentes especializados.

Exemplo:

Agente SQL



Agente CRM



Agente ERP



Agente Analytics



Agente Financeiro



Supervisor
Agente SQL



Agente CRM



Agente ERP



Agente Analytics



Agente Financeiro



Supervisor
Agente SQL



Agente CRM



Agente ERP



Agente Analytics



Agente Financeiro



Supervisor

Essa abordagem facilita testes, manutenção e evolução.

Relação com projetos da Ad Rock

Na Ad Rock acompanhamos de perto essa evolução.

Diversos projetos desenvolvidos atualmente seguem conceitos semelhantes aos apresentados pela Oracle.

Entre eles:

  • agentes especializados

  • RAG corporativo

  • memória conversacional

  • integração com APIs

  • workflows automatizados

  • supervisão humana

  • recuperação de conhecimento

  • automação baseada em contexto

Nosso GA4 Assistant Bot, por exemplo, evolui continuamente incorporando conceitos como RAG, especialização de agentes e integração com múltiplas fontes de dados para entregar análises mais precisas e contextualizadas.

Embora o projeto utilize tecnologias diferentes das Oracle Fusion Applications, ambos seguem a mesma tendência arquitetural da IA moderna: dividir responsabilidades entre agentes especializados que colaboram para resolver problemas complexos.

O futuro da IA empresarial

A próxima geração de aplicações corporativas provavelmente deixará de ser composta apenas por telas, formulários e workflows tradicionais.

Elas serão compostas por equipes de agentes.

Esses agentes trabalharão continuamente em segundo plano para:

  • analisar dados

  • executar processos

  • conversar com usuários

  • consultar documentos

  • integrar sistemas

  • automatizar decisões

  • colaborar entre si

Assim como hoje trabalhamos com equipes humanas multidisciplinares, passaremos a trabalhar também com equipes de agentes de IA.

Conclusão

O guia Oracle Fusion AI Agents demonstra claramente que a IA empresarial está migrando de simples assistentes conversacionais para arquiteturas compostas por múltiplos agentes especializados.

Ao combinar LLMs, memória, RAG, ferramentas, planejamento e supervisão humana, a Oracle apresenta um modelo capaz de automatizar processos complexos mantendo governança, segurança e controle.

Mais do que uma funcionalidade das Oracle Fusion Applications, essa arquitetura representa uma tendência que já pode ser observada em praticamente todo o mercado de software corporativo.

Nos próximos anos, empresas que estruturarem seus dados, integrarem seus sistemas e adotarem arquiteturas multiagentes estarão melhor preparadas para aproveitar todo o potencial da Inteligência Artificial aplicada aos negócios.

Referências

Oracle Fusion AI Agents Guide (PDF enviado pelo usuário).

Oracle AI

https://www.oracle.com/artificial-intelligence/

Oracle Fusion Applications AI

https://www.oracle.com/applications/fusion-ai/

Oracle Cloud Infrastructure Generative AI

https://www.oracle.com/artificial-intelligence/generative-ai/

Oracle AI Agents

https://www.oracle.com/artificial-intelligence/ai-agents/

Conteúdo original pesquisado e redigido pelo autor. Ferramentas de IA podem ter sido utilizadas para auxiliar na edição e no aprimoramento.

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